13/jun/2017 • 14:47

Qual a incidência política da psicanálise?

 

/ por Pedro Braccini Pereira / 

As relações entre política e psicanálise podem ser tomadas por ângulos os mais diversos, podendo se colocar o acento ora mais em uma, ora mais em outra, o foco de uma se aproximando na medida em que a outra se insinua mais desfocada, numa articulação entre termos de coincidências contingentes e desencontros necessários.

Diante da necessidade de se delimitar uma abordagem entre tantas possíveis, escolhemos começar por uma das maneiras de formular a questão, a saber, a partir de qual incidência política poderia o psicanalista achar seu lugar? É J. Lacan quem nos fornece uma pequena pista a esse propósito em Radiofonia1, ao dizer que é na “articulação com o real que se encontra a incidência política em que o psicanalista teria lugar, se fosse capaz de fazê-la”. Ao responder ao final desse escrito a uma questão sobre a incompatibilidade entre o saber e a verdade, J. Lacan nos lembra de que o real não é antes de mais nada para ser sabido, mas que como verdade, ou melhor, como limite da verdade, “ele é justamente o dique para dissuadir a mais ínfima tentativa de idealismo”.

J. A. Miller2, em “La psychanalyse, la cité, les communautés”, retoma tal questionamento situando que esse lugar não seria sem relação com o lugar de Sócrates na Historia. Sócrates se dizia e se colocava em um lugar atopos com relação à cidade, a cidade entendida aqui como o espaço do debate público por excelência – caberia aqui colocar a questão de qual o estatuto do espaço de debate publico na cidade contemporânea. J. A. Miller evoca uma posição de ironia do psicanalista com relação aos ideais sociais e aos ideais da cidade. Ele não seria um combatente, mas como Sócrates, ele seria aquele que faz vacilar os ideais e os significantes mestres da cidade. Assim como Sócrates, ele pode inclusive chegar a se tornar insuportável para o outro na medida em que coloca em questão aquilo no que o outro mais se segura. Trata-se de revelar a natureza de semblante dos ideais sociais, na sua relação com um real do gozo. Afinal, os ideais dissimulam a ligação e o apego do sujeito ao seu gozo. Deparamo-nos aqui com o que podemos chamar de posição cínica: o gozo, apenas ele é verdadeiro.

A incidência política do psicanalista poderia então ser definida simplesmente como subversiva dos ideais sociais. Para J. A. Miller ela não é uma incidência progressista, sendo uma subversão não positiva, pois que haveria sempre uma parte perdida. O psicanalista não poderia então propor projetos, nem ter intenções ou propósitos como objetivo, devendo se limitar a fazer cair aqueles dos outros. O próprio J. A. Miller reconhece a limitação dos propósitos do psicanalista a partir dessa concepção, e se pergunta qual poderia ser uma incidência política para alem dessa curta e grossa apresentação negativa. Para ele, uma resposta possível seria um certo efeito de despertar, desvelando que justamente o que esta em jogo nos ideais sociais é o gozo e a repartição do mais-de-gozar sendo o mais-de-gozar formado sobre a mais-valia tal como definida por Marx.

J. A. Miller descreve ainda o que seria a posição “nem um, nem outro” (ni, ni) do psicanalista, retomando a classe do Seminário da Ética da Psicanálise em que J. Lacan fala da escolha política entre a posição da direita e da esquerda, que correspondem segundo ele às posições do tolo (fool) e do cafajeste (Knave) respectivamente. Enquanto o tolo diz a verdade, que os valores são semblantes e que se trata é da repartição do mais-de-gozar, o cafajeste, do seu lado, defende os interesses estabelecidos e tem o saber que por mais que as coisas mudem mais elas permanecem as mesmas. O tolo se propõe a tornar justo o injusto (un-juste), justificando cada escolha, mas sem considerar a consistência do conjunto de escolhas. Para o cafajeste não vale a pena mudar para reproduzir o mesmo. Esse exemplo, segundo J. A. Miller, ilustraria a dita posição “nem um, nem outro” do psicanalista, que, segundo ele, seria uma espécie de posição de neutralidade, não benevolente, mas maliciosa, diante das opiniões políticas que os semblantes propõem.

Éric Laurent retoma questão semelhante em seu artigo “O Analista Cidadão”3, ao recuperar criticamente a posição do analista crítico, que seria esse analista sem qualquer ideal e dedicado a produzir o vazio. Ele relembra a transmissão do psicanalista Serge Leclaire, da primeira geração de discípulos de J. Lacan, que trazia uma concepção da psicanálise como prática da desidentificação, na qual em sua vertente mais pura haveria que se orientar por um processo de se desidentificar até o infinito. No âmbito social, seria essa posição que deveria ser adotada levando a toda parte a desidentificação. Parece óbvio que tal posicionamento levaria, como levou, a um certo ideal de marginalização social da análise, “certo ideal do analista concebido como um marginal, um inútil, que não servia para nada, a não ser para denunciar todos que serviam para alguma coisa”4.

É. Laurent parece claro ao fazer um contraponto a essa concepção e é peremptório ao afirmar a necessidade de destruir essa posição dizendo que não se deve mantê-la: “os analistas tem de passar da posição de especialistas da desidentificação para a de analista cidadão”5. Parece que os tempos atuais seriam uma condição contextual inescapável disso a que ele chama analista cidadão, que parece dever se inserir na moderna teoria democrática, a partir de uma comunhão entre discurso analítico e democracia. Há que se fazer a passagem do analista reservado e crítico ao analista que participa e que é sensível às formas de segregação. O próprio J. A. Miller6 ressalta em outro texto que a psicanálise se tornou uma questão de sociedade no século XXI e que haveria uma escolha forçada a ser feita de testemunhar em ato da posição de psicanalistas não apenas no tratamento analítico estrito, mas também na cidade.

De qualquer forma, É. Laurent não deixa de sustentar a face do analista vazio que deve ser relembrada, já que foi mal interpretada: ao invés de fixar-se na posição crítica, ele “pode intervir com seu dizer silencioso”. Para ele “o dizer silencioso implica tomar partido de maneira ativa, silenciar a dinâmica de grupo que rodeia toda organização social”7. Sublinhando que não se trata de um silencio, mas de participar com um dizer, silencioso que seja. Não há como não nos remetermos aqui à dimensão do dizer tal qual trazida por J. Lacan no seu escrito “L’étourdit”8:

(…) Qu’on dise

reste oublié

derrière ce que se dit

dans ce que s’entend (…)

O dizer aqui se refere ao reconhecimento de um “momento não identitário no interior de um processo profundamente identitário, que são os processos de significação que a língua codifica”9. O dizer seria isso que reintroduz algo de indecidido nos enunciados, reinstaurando um intervalo de possibilidades e abrindo assim vias de incidência política ao psicanalista.

É. Laurent complementa a definição do analista como sendo também “aquele que ajuda a civilização a respeitar a articulação entre normas e particularidades individuais”10. Ele é aquele que, junto de outros, precisa insistir para que se lembre, diante da universalidade e de qualquer universal, da particularidade de cada um. Ele tem o dever de saber transmitir a importância da particularidade, transformando-a em algo útil, uma palavra útil aos demais e instrumento para todos. Para É. Laurent, esse dizer silencioso do analista pode contribuir para denunciar que a promoção de novos ideais não é a única saída existente. Quando faltam os ideais, resta o debate democrático. O analista cidadão não só é favorável como intervém pelo debate democrático.

Mas de que debate democrático estamos falando hoje? Questão que vai na mesma direção de uma outra, aventada anteriormente, qual seja, qual o estatuto da cidade contemporânea, quais seus contornos e quais suas consequências discursivas? J. Lacan11 exortava ao psicanalista conhecer bem a espiral de sua época, que o aspira na obra contínua de Babel, e saber sua função de intérprete na discórdia da linguagem. Caberia a ele, portanto, estar à altura das questões de seu tempo, para extrair as marcas desse tempo, mas também com a responsabilidade de incidir politicamente nele. Para tanto é preciso se localizar no tempo atual da civilização que apresenta “dificuldades para se manter coesa por meio de semblantes”12.

Existe uma tese política de que a sociedade se mantém pelos seus semblantes13. Os semblantes são por sua vez verdadeiros operadores sobre o real do gozo. Diante da falha nos semblantes que se aprofunda ocorre segundo É. Laurent um duplo apelo14. De um lado um chamado securitário que responde com uma sociedade da vigilância e seu panóptico, e de outro lado uma fascinação por viver como uma máquina finalmente livre de semblantes. Entra em cena um “homem liberado”. Algumas consequências dessa liberalização da relação com o Outro e dos seus semblantes se traduzem pelo acometimento e enfraquecimento da autoridade, com a decadência das suas figuras, o mal estar com o significante mestre, a promoção da forma da rede.

Já faz muito tempo se encontra em ação um processo de decadência social e histórica do pai , com sua vertente de ruína contemporânea. Já encontramos referencias disso em J. Lacan desde suas reflexões sobre os “Complexos Familiares na formação do indivíduo” de 1938 de onde já poderíamos, inclusive, extrair incidências políticas, na medida em que se trata ali das relações do indivíduo com essa primeira instituição social que é a família, ainda que J. Lacan não trate naquele momento a questão em termos propriamente analíticos.

Para ilustrar a civilização atual, J. A. Miller15 propõe o seguinte matema: I < a. O que esse matema tenta desenhar é a decadência da função do ideal e a promoção do mais-de-gozar prevalentes na sociedade contemporânea. O objeto pequeno a, além de um vazio topológico não especularizável, é essa parte de gozo, esse mais-de-gozar que é capturado pelos artifícios sociais. Constatamos em vários dos fenômenos contemporâneos, um efeito de menos valia do ideal atrelado a menos valia dos significantes mestres, com uma consequente pluralização dos mesmos. Podemos dizer que uma incidência política da psicanálise já seria correlativa ao fato dela se homogeneizar a queda dos ideais ao mesmo tempo em que reconhece o espaço do gozo, favorecendo assim uma relação tal qual a estabelecida pela fórmula I < a. A psicanálise contribuiu, portanto, para a precariedade do modo de gozo contemporâneo. A própria operação analítica, podendo visar o alivio de um determinado sujeito submetido a um ideal que o oprime, na medida em que o coloca diante de uma possibilidade de estabelecer uma relação razoável e talvez mais confortável com o seu mais-de-gozar, pode se apresentar, muitas vezes, com sua faceta mortífera.

Ainda segundo J. A. Miller16, J. Lacan indicou que nosso modo de gozo se situa daqui em diante principalmente a partir do mais-de-gozar, do objeto pequeno a. Ele não se localiza mais a partir do ideal, o que atesta sua precariedade, uma vez que ele não é mais solidificado, não é mais assegurado pela coletividade do modo de gozo. Ele é particularizado pelo mais-de-gozar, pois não é mais organizado e solidificado pelo ideal. O que faz então com que nosso modo de gozar contemporâneo esteja, de alguma maneira, atraído pelo seu estatuto autista. É. Laurent17 vai dizer a partir dos sintomas contemporâneos encontrados na pratica analítica, que no interior da estrutura do modo de gozar moderno existe um empuxo à ruptura com o gozo fálico. J. A. Miller sugere admitirmos uma feminização na civilização contemporânea, na medida em que a multiplicidade, a incompletude, a abertura e a inventividade, que respondem melhor a uma lógica do não-todo, estariam mais próximos do lado feminino, se seguirmos a lógica da sexuação de J. Lacan. Da mesma forma, a promoção do objeto pequeno a ao céu do gozo, se traduziria também pela prevalência de um modo de gozar feminino.

De um lado mais conservador, J. A. Miller18 explica que J. Lacan traz de qualquer maneira a ideia de que os ideais são semblantes, mas que esses semblantes são necessários. Em última instancia toda representação material do objeto pequeno a seria semblante. Um discurso seria justamente um aparelho de semblantes, isso que tenta contornar a Coisa informe para poder representar o real19. De uma certa maneira os semblantes são arbitrários, sendo que os semblantes significantes-mestres são sempre contingentes com relação à razão cientifica. O próprio pai é um semblante, do qual J. Lacan já afirmava que poderíamos prescindir. Mas ele acrescenta uma condição para tanto, qual seja de se servir dele. Isso seria válido para todo semblante, inclusive todo semblante social.

Dizer que algo do laço social se deve então aos semblantes equivaleria a dizer que não há sociedade sem recalque, sem identificação e, J. A. Miller também evoca, que não há sociedade sem rotina. Segundo ele, para J. Lacan a rotina é essencial. Sem a rotina da comunidade não teríamos como saber o que se quer dizer. No seminário XX J. Lacan20 coloca que o que permanece no centro, é a boa rotina que faz com que o significado mantenha no fim das contas sempre o mesmo sentido. Para J. A. Miller “a tese fundamental que funda a política de J. Lacan é a disjunção do significante e do significado”. Essa disjunção é sobre o que repousa verdadeiramente a prática da psicanálise.

Isso tem a ver com a posição política que, segundo J. A. Miller21, J. Lacan sustentou e animou em seu ensino, com o fato de questionar o preconceito de que é melhor ser admitido naquilo que se considera benefício e pautar nisso a operação analítica. Uma das consequências disso pode ser de dar ao analista uma função persecutória. Existe para o neurótico “necessidade e talvez benefício em ser rejeitado”. Trata-se de parar de dar valor excessivo ao princípio de realidade, e considerar como válido o desejo de ser rejeitado – ou seja, de não se submeter à demanda do Outro. E isso comporta uma indicação clínica muito precisa: “a de que é preciso pensar duas vezes antes de ter por ambição forçar um sujeito a não ser rejeitado, antes de considerar que o melhor que poderia lhe acontecer é ser aceito no banquete dos outros”22. Afinal, “por que então ele precisaria ser mais aceito do que rejeitado? Por que precisaria fazer o que era necessário para ser aceito? Por acaso a mesa em que desejaria ser aceito seria sempre benéfica?”

Isso nos remete ao fato de que não temos a menor ideia do que para um sujeito quer dizer aquilo que ouvimos dele. Daí todo o trabalho analítico de recomposição entre significante e significado, uma vez que para J. Lacan não há referente direto. Há sempre, portanto, necessidade de uma mediação pelo discurso, com significantes que visam efeitos de laço, o que implica que existam semblantes. Não resta duvida que são apenas semblantes, nada além. O esquizofrênico é aquele quem melhor denuncia com sua ironia infernal que tudo é semblante. As invenções de roteiros e cenários variáveis de civilização são semblantes que pretendem, mas que não substituem o real, que é fadado a falhar, a saber, o real da não relação sexual no sentido de J. Lacan. No campo social um problema é que os modos de gozo que se articulam a alguns semblantes por vezes incomodam a vizinhança. O gozo de um interfere no outro.

O campo do Outro, é nele que a pulsão pode encontrar os semblantes necessários à manutenção do seu autoerotismo. O campo do Outro se estende até o campo da cultura, como espaço onde se inventam os semblantes. A pulsão, os semblantes, os modos de gozo, são maneiras de satisfazer a pulsão pelos semblantes. Esses modos de gozo são móveis e relativos, mas no nível de um sujeito eles são marcados por uma certa inércia. É isso que nos faz inscrever o sintoma de um sujeito no registro do real. Enquanto o sintoma por sua vez é aquilo que vai aparelhar o mais-de-gozo de um sujeito23.

Podemos ver então que a máquina original que coloca em cena o sujeito da civilização no momento atual, também condiciona a experiência analítica. A cidade atual tem particularidades que se dão como o próprio terreno em que o analista vai poder politicamente incidir. Para J. A. Miller24, aliás, hoje não haveria mais cidade, que se existe é imaginária, é uma metáfora para dizer a política. A política não se desenvolve mais sob a forma de cidade. A ágora da época do mercado nada mais tem a ver com a ágora antiga – ela é um lugar de homogeneidade social. Talvez tenhamos hoje um contexto que não favoreça a proposta de J. Lacan25 de que um sistema político feliz deve permitir lugar à besteira (connerie). A função essencial da besteira, nos diz J. Lacan, é a de preencher tudo o que deixa aberto o fato de que não existe relação sexual.

Não impede que uma dentre as várias leituras de J. A. Miller para a proposição de J. Lacan26 “não digo a política é o inconsciente, mas simplesmente, o inconsciente é a política”, reenvia justamente a uma amplificação que transporta o inconsciente para fora da esfera solipsista para colocá-lo na cidade fazendo-o depender da História. Ainda que não haja mais cidade propriamente, e que em oposição haja uma sociedade globalizada por um mercado de uma sociedade de consumidores. O analista estará então, mais do que na cidade, nessa sociedade globalizada em que as referências já não são tão claras.

1 J. Lacan – Radiofonia (1970) ; in: Outros Escritos, p.143.

2 J. A. Miller – La psychanalyse, la cité, les communautés ; in: La cause Freudienne – n. 68  février 2008, p. 105-119. (tradução livre do autor do presente artigo)

3 Éric Laurent – O analista cidadão ; in: A Sociedade do sintoma – a psicanálise, hoje. Editora Contra Capa, Rio de Janeiro, 2007.

4 Idem

5 Idem

6 É. Laurent, “L’ordre symbolique au XXI siècle – Conséquences pour la cure”; in: La cause freudienne, n. 76, novembre 2010, p.142-150. (tradução livre do autor do presente artigo)

7 Éric Laurent – O analista cidadão ; in: A Sociedade do sintoma – a psicanálise, hoje. Editora Contra Capa, Rio de Janeiro, 2007.

8 J. Lacan – L’étourdi ; in: Scilicet, 1973, n° 4, pp. 5-52. Em tradução livre: “O que se diz permanece esquecido por detrás do dito, no que se compreende”.

9 Seminário da disciplina “Psicanálise, psicologia e política” do departamento de psicologia da UFMG ministrado em 01-09-2016 pelo Prof. Guilherme Massara (não publicado).

10 Idem

11 J. Lacan, Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise, 1953.

12 J. Santiago, A atualidade clínica das marcas do ordinário nas psicoses

13 J. A. Miller – La psychanalyse, la cité, les communautés ; in: La cause Freudienne – n. 68  février 2008, p. 105-119. (tradução livre do autor do presente artigo)

14 É. Laurent, “L’ordre symbolique au XXI siècle – Conséquences pour la cure”; in: La cause freudienne, n. 76, novembre 2010, p.142-150. (tradução livre do autor do presente artigo)

15 É. Laurent, J. A. Miller. “L’Autre qui n’existe pas et ses Comités d’éthique” 1996-1997.

16 Idem.

17 Idem.

18 J. A. Miller – La psychanalyse, la cité, les communautés ; in: La cause Freudienne – n. 68  février 2008, p. 105-119. (tradução livre do autor do presente artigo

19 J. A. Miller – Quand les semblants vacillent…

20 J. Lacan – Seminaire XX (Encore)

21 J. A. Miller – Intuições Milanesas 2; in: Opção Lacaniana online nova série, Ano 2, Número 6, novembro 2011.

22 Idem

23 É. Laurent, J. A. Miller. “L’Autre qui n’existe pas et ses Comités d’éthique” 1996-1997.

24 J.A. Miller, Intuições Milanesas 1; in: Opção Lacaniana online nova séri, ano 2, numero 5, julho 2011.

25 J. Lacan – Seminaire XIX (Ou pire)

26 J. Lacan – Seminário A Logica da Fantasia

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