Pensar a relação com o território, identificar um problema comunitário, imaginar uma solução criativa possível e colocá-la em prática de maneira coletiva é parte da proposta do Cidadania Criativa, projeto da AIC que desde 2019 oferece formação em artes gráficas, fotografia e audiovisual a adolescentes de Belo Horizonte e região metropolitana. Mas chegou a pandemia, e, com ela, a impossibilidade dos encontros presenciais que costumavam ser feitos em escolas, centros comunitários e culturais. 

Estava lançado o desafio: como fazer o Cidadania Criativa acontecer à distância, em meio a todas dificuldades que a pandemia e seus desdobramentos nos trouxeram? Como usar as ferramentas tecnológicas a nosso favor? Como criar pontes em meio ao distanciamento social? Como discutir sobre os territórios da cidade a partir do confinamento? A resposta foi, como costuma ser por aqui, aprender fazendo. Surgiu então o curso remoto Comunicação Solidária, que formou duas turmas em 2020. 

“Reunião marcada para as 14h, e às 13h30 ligo meu computador, pego minha garrafa de água e um café. A reunião começa e entro na sala. Achei tudo muito estranho, pois não conseguia ver ninguém, mas ouvia. A internet estava razoável até que eu pedi a fala e ela resolve cair, fiquei preocupada, mas consegui voltar e concluir minha fala. O café esfriou, a água acabou e eu continuei perdida com esse novo jeito de reunir.”

Texto de Joana D’Arc Oliveira Cunha, na publicação ‘Relatos da Quarentena’.