Com o início de um novo ano letivo se aproximando, é hora de pensar planos de aula que incentivem o protagonismo estudantil e apostem na capacidade de aprender a aprender – dentro do que chamamos de metodologias ativas de ensino-aprendizagem. Essa perspectiva se diferencia, em muito, das técnicas pedagógicas tradicionais, centradas na transmissão verticalizada de conhecimentos. No lugar, as metodologias ativas propõem que os estudantes construam conhecimentos de modo autônomo e ativo, com a mediação de quem educa, através de estratégias criativas e colaborativas, como jogos, pesquisas, projetos e experimentos. 

Para ajudar nessa tarefa, reunimos aqui alguns materiais com propostas de atividades, oficinas e ferramentas de aprendizagem ativa que podem ser adequadas à sala de aula, do ensino infantil à Educação de Jovens e Adultos (EJA). Vem com a gente! 

Atividades para trabalhar leitura e escrita 

Ler e escrever não precisam ser aprendizados monótonos, muito pelo contrário: quando bem compreendidos, são vivências de fruição e criação que possibilitam trocas e diálogos entre as crianças. A fim de democratizar a leitura e valorizar seu caráter criativo, crítico e emancipador, a cartilha Expressão Criativa, do projeto homônimo, apresenta a ideia de multiletramentos e propõe oficinas criativas para incrementar as competências leitora e escritora dos alunos. 

Construção de personagens e microcontos, criação de histórias coletivas e contação de histórias em áudio são algumas das proposições baseadas na metodologia ativa e na aprendizagem criativa. 

Atividades de língua portuguesa para o ensino fundamental 

A Base Nacional Curricular Comum (BNCC) é o documento que unifica as diretrizes curriculares, da Educação Infantil ao Ensino Médio, a serem adotadas por todas as instituições escolares no Brasil. Para a Língua Portuguesa, a BNCC organiza as atividades didáticas em quatro eixos curriculares: leitura, produção, oralidade e análise linguística. 

Nas séries de guias didáticos de Língua Portuguesa dos Cadernos de Educação Solidária, voltados para os ensinos fundamentais 1 e 2, estes eixos são explorados sob a perspectiva das metodologias ativas, com a indicação de estratégias para seu desenvolvimento. E o melhor: os cadernos também trazem, para cada um dos eixos, situações de aprendizagem – verdadeiras sequências de planos de aula que estimulam o protagonismo, a criatividade e o engajamento dos estudantes. 

Atividades para pensar racismo e direitos humanos 

Falar de racismo e direitos juvenis nem sempre é tarefa fácil. Para ajudar na abordagem de assuntos tão complexos quanto urgentes, a campanha #faladireito, do Desembola na Ideia, traz sugestões de atividades multiplicadoras para serem desenvolvidas junto a diferentes públicos, ideais para inspirar planos de aula de disciplinas como história, sociologia, língua portuguesa e outras. Que tal construir uma linha do tempo para demonstrar como a exclusão social e as violações de direitos impactam trajetórias de vida? Ou construir um memorial pela vida da juventude negra? Ou, ainda, promover uma roda de conversa a partir de uma música de rap? 

Essas e outras propostas são apresentadas nos guias das três primeiras edições da campanha: o guia #desarmeseuolhar, que gira em torno do combate aos preconceitos; o guia #vidaépravaler, voltado para a afirmação do valor das vidas jovens negras; e o guia #trabalhopelosonho, que fala sobre a importância das oportunidades educativas e de inclusão profissional diga para esse público. 

Extra: explorando os princípios das metodologias ativas 

Se você quer se aprofundar nessa abordagem pedagógica, a série Metodologias para a Aprendizagem Ativa é um bom lugar para começar. Voltada para professores do Ensino Fundamental 2 e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), a coleção detalha dez princípios metodológicos para essa abordagem pedagógica, trazendo ferramentas para cada um deles. Vale conferir!