Enxergar a juventude como fonte de iniciativa, liberdade e compromisso e fomentar sua participação social e política. Assim poderia ser resumida a ideia de protagonismo juvenil, cunhada pelo pedagogo mineiro Antônio Carlos Gomes da Costa. Segundo o autor, essa perspectiva ganha vida na ação concreta e contribui para a formação de pessoas mais autônomas e comprometidas socialmente. 

O protagonismo juvenil é também uma ferramenta decisiva para romper a visão estereotipada de adolescentes e jovens como fonte de problemas. A partir da sensibilização da sociedade, é possível caminhar em direção à valorização dessas vidas, promovendo seus direitos e ampliando suas oportunidades. 

São diversas as maneiras de fomentar o protagonismo dos jovens nos espaços onde circulam. Conheça algumas das possibilidades que vêm sendo exploradas pela AIC: 

Protagonismo juvenil na escola 

Promover o protagonismo juvenil implica entender o jovem como agente central nos processos educativos. Isso inclui, é claro, a escola: nesse espaço, adolescentes devem ter direito à participação ativa, sendo ouvidos na tomada de decisões, proposição de atividades e solução de problemas. 

Essa abordagem colabora para o desenvolvimento de competências para a vida, uma premissa da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a educação básica. Isso porque o foco está no desenvolvimento integral do sujeito e na aplicação de seus saberes em situações concretas, trabalhando sua autonomia, reponsabilidade e competências socioemocionais. 

Alguns caminhos para promover o protagonismo juvenil na vida escolar são a implementação da gestão escolar democrática e o desenvolvimento de projetos elaborados e executados por alunos junto à comunidade escolar. Para saber mais sobre o tema, acesse nossa Cartilha de Metodologias para a Aprendizagem Ativa.

Redes de protagonismo juvenil

As redes juvenis têm um grande potencial de mobilização e multiplicação: elas permitem amplificar as atuações individuais e capilarizar as causas das juventudes. São também um importante espaço para a circulação de diferentes saberes e fazeres e para a valorização da diversidade. 

Ao atuar e tecer relações no coletivo, as e os jovens praticam habilidades de argumentação, diálogo e tomada de decisões, além de vivenciar valores essenciais à vida em sociedade: respeito mútuo, cooperação, empatia, entre outros. Também desenvolvem a autoconfiança, a autodeterminação e a autorrealização. Não por acaso, muitas vezes as redes de juventudes dão origem a novas iniciativas, protagonizadas por jovens que passam a reconhecer sua capacidade de incidir sobre questões de seu interesse. 

A AIC aposta no fomento e na criação de redes juvenis em diferentes territórios. É o caso da Rede de Cultura e Protagonismo Juvenil de Paracatu (MG), dedicada ao fortalecimento da identidade cultural e do patrimônio imaterial, e da Rede de Protagonismo Juvenil de Mangaratiba e Itaguaí (RJ), voltada para o desenvolvimento local. Por acreditarmos no valor das conexões e na potência das juventudes para a transformação social, também apoiamos entidades como o Fórum das Juventudes da Grande BH e a Rede de Comunicadores do Vale do Jequitinhonha. 

Educomunicação e projetos de protagonismo juvenil

O direito de expressar-se muitas vezes é negado às juventudes, o que reforça imagens preconceituosas que circulam socialmente – especialmente sobre jovens negros, pobres e periféricos. É necessário criar oportunidades para que esses sujeitos construam suas próprias narrativas, falem sobre suas experiências e compartilhem suas ideias com o mundo. 

Nesse sentido, um importante gesto é facilitar o letramento das juventudes em diferentes linguagens de comunicação. A experimentação midiática pode e deve ser articulada ao desenvolvimento de projetos de protagonismo juvenil junto às comunidades. Dessa forma, reflexões sobre cultura, identidade e promoção de direitos acompanham a produção de peças de comunicação ou a realização de intervenções positivas na cidade. 

A educomunicação é premissa de diferentes iniciativas da AIC voltadas às juventudes, como o programa Comunicação Solidária e o projeto Expressão Cidadã. Outro exemplo é a campanha de comunicação #FalaDireito, construída colaborativamente pelo Desembola na Ideia junto a jovens em situação de vulnerabilidade. 

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